A Política mais inteligente

Por José de Paiva Netto 23/04/2018 - 11:35 hs
A Política mais inteligente
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor

O Ecumenismo da Fraternidade será a razão de ser das criaturas no transcurso do terceiro milênio. É uma questão de progresso (e de sobrevivência), no qual, de certa forma, acreditou boa parte das gerações que nos antecederam. Se assim não cressem e não agissem, onde estaríamos hoje? Talvez na era da pedra lascada!...

 

O Amor não é degradação de corpos nem de mentes, e sim a Força de Deus, da Sabedoria Suprema em nós, ou lá como pensem os Irmãos ateus acerca dos assuntos mais elevados. Amar é um ato de coragem. Foi o exemplo que nos ofereceu Jesus. É a Política mais inteligente que um indivíduo pode conceber. Ela contempla ainda o correto entendimento do axioma de Confúcio: “Paga-se a Bondade com a Bondade, e o mal com a Justiça”, ou seja, é imperioso ter bom senso.

 

Conforme ressaltei ao meu velho amigo jornalista Paulo Rappoccio Parisi (1921-2016), em 1981, instruir com acerto é boa Política, porque educar e espiritualizar redime as criaturas, as nações, a Natureza, o planeta. Não podemos progredir destruindo o mundo, a nossa casa coletiva, por efeito de ignorância não apenas intelectual, como também, e principalmente, moral e espiritual.

 

Trata-se de Política excelente, a providência de educar, reeducar, instruir, espiritualizar no caminho da Paz, resultante da confraternidade das numerosas culturas que compõem a civilização que, em si mesma, é una, planetária. E não esqueçamos jamais que a nossa existência não é unicamente física, porquanto começa no Alto, antes de sermos carne. Do contrário, o que poderá vir a abater-se sobre a Terra será o doloroso inverso do Amor, a exemplo desse ecocídio que provocamos por aí. Pois, na verdade, já que fazemos indissociável parte do esquema planetário de sobrevivência, estamos então cuidando, com contumácia, de nossa automatança coletiva.

 

É bom pensar nisso.

 

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