Atitude faz a diferença para viver melhor

Por Alessandra Cerri 10/04/2019 - 20:46 hs
Atitude faz a diferença para viver melhor
Alessandra Cerri é professora e sócia-diretora do CLAP

 

Já comentei outras vezes que gosto muito de assistir filme, especialmente baseados em fatos reais. Pois bem, assisti recentemente ao filme “Andar, Montar, Rodeo”, que conta a luta incessante de uma americana campeã de rodeo, paralisada em função de um acidente automobilístico, para voltar a executar essas três ações.

 

A história é linda e no final ela diz uma frase que me chamou muito atenção: “...atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença... Eu percebi que não posso ter controle sobre tudo o que acontece em minha vida... mas quando eu acordo eu tenho que decidir minha atitude...”

 

Na minha convivência diária com pessoas mais velhas percebo a veracidade dessa frase. Tudo está relacionado à atitude que a pessoa tem a partir do momento que acorda ou diante do fato de não ter controle sobre tudo. Mais que isso, percebo que o envelhecimento está diretamente relacionado a comportamentos diante da vida.

 

Pessoas que decidem ver o lado bom da vida escolhem ter uma atitude de enfrentamento diante dos problemas, optam por olhar para frente, por meio do otimismo e da simpatia, mesmo vivenciando problemas (e olha que conheço mulheres que mesmo com problemas muito sérios e pesados sorriem para a vida).

 

Essas pessoas não adotam uma atitude de vítimas diante dos problemas, não ficam lamentando os acontecimentos e nem repetindo reclamações ao vivenciarem fatos imutáveis. Elas simplesmente caminham para frente e agradecem o momento presente.

 

Em função dessa atitude se tornam pessoas agradáveis, que mostram sabedoria para os que estão ao seu redor; naturalmente acabam fortalecendo dois dos pontos mais importantes para um envelhecimento bem sucedido: aceitação e cultivo de amizades.

 

Em contrapartida, pessoas que estão no oposto a isso adotam sempre olhar para trás, se colocando como vítimas; lamentando constantemente os acontecimentos da vida, repetindo os problemas para todos ao redor. São pessoas que acabam dificultando o convívio (afinal, quem gosta de ficar ouvindo reclamações?) e não possibilitam a resiliência (capacidade de enfrentar e se recuperar de problemas). Pessoas assim tendem a ter um temperamento melancólico, que as torna mais vulneráveis à depressão e mais sensíveis à percepção de dores.

 

Infelizmente, não podemos ter controle sobre tudo (acredito que os fatos da nossa vida estejam relacionados a nossa jornada rumo à evolução), mas podemos decidir a atitude que teremos a partir de uma dada situação. Essa atitude é que determinará os fatos seguintes.

 

Finalizo o texto de hoje com a frase da escritora americana Amy Tan (de acordo com o site o pensador):  “Se você não pode mudar seu destino, mude sua atitude”

 

Até a próxima. Namastê! 

 

Alessandra Cerri é sócia-diretora do Centro de Longevidade e Atualização de Piracicaba (Clap)