Ano Novo: Despertar para outro recomeço

Por Paulo Eduardo de Barros Fonseca 02/01/2020 - 11:58 hs
Ano Novo: Despertar para outro recomeço
Paulo Fonseca é vice-presidente do Conselho Curador da Fundação Arnaldo de Carvalho

Por decreto do imperador romano Júlio César, desde o ano de 46 a.C., o ocidente, todo dia 1 de janeiro, comemora o ano novo. Modernamente, esse evento, também é chamado de reveillon, expressão francesa cujo significado é despertar.

Não raro, nessa ocasião, embalados pela expectativa de um novo ano que se inicia, as pessoas fazem planos de mudança como num verdadeiro despertar de novas possibilidades.

Normalmente, esses planos são voltados para questões materiais como: viagens, a compra de uma casa nova, de um carro, etc. O pedido feito em forma de canto é: “muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender”.

Mas, que tal aproveitarmos o ano novo para um despertar diferente e nos colocarmos à disposição para a mudança de alguns comportamentos pessoais e sociais, com o comprometimento de realizarmos a grande mudança que precisa ser feita que é a reforma íntima?

Esse é o despertar que os homens deveriam buscar dentro da simbologia que está embutida na celebração do reveillon que, aliás, ainda traz firme e presente a celebração do natal, cujo significado está justamente no nascimento, no renascimento.

O homem sempre, a qualquer tempo, pode fazer esse pacto íntimo. Mas, talvez o simbolismo da passagem de ano propicie uma maior possibilidade de reflexão e de estímulo para esse despertar.

Quando isso acontece verdadeiramente poderemos afirmar que estamos vivendo um novo ano que, apesar da ansiedade e dúvida trazida pela busca da mudança comportamental, traz a confiança e a certeza de que, quando queremos, podemos realizar mudanças que julgávamos impossíveis de serem feitas.

Esse é o despertar e o recomeço que provoca o desejo de fazer o que for necessário para melhorar e ser feliz. É de se ter sempre em mente que o plantio é facultativo, cada um planta o que quiser, mas a colheita é obrigatória e, por evidente, somente colhemos aquilo que plantarmos.

Se o homem quer a felicidade deve mudar seus comportamentos equivocados. No Eclesiastes está escrito que “a felicidade não é deste mundo”, mas, sem dúvida, é aqui que começamos a encontrá-la, tendo claro que no ensinamento “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” está a chave da felicidade.

A felicidade no ano novo depende do despertar para um outro recomeço, a partir da busca de uma verdadeira reforma moral, e isso está adstrito, exclusivamente, à vontade e ação de cada um.

Feliz 2020!

Paulo Eduardo de Barros Fonseca é vice-presidente do Conselho Curador da Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas de Santa Casa de São Paulo.