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Santa Bárbara,26/02/2024

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Vida em revolução

Vida em revolução


Faço hoje uma referência ao primeirolivro do biólogo inglês Rupert Sheldrake, publicado em 1981:
Uma nova ciência da vida. O autorapresenta a Teoria da Ressonância Mórfica. Nela, propõe a existência deestruturas que se desdobram pelo espaço-tempo dando forma e comportamento atudo. Desse modo, o átomo, as próprias moléculas, os tecidos, os organismos emesmo as sociedades, os sistemas planetários e as galáxias estariam atrelados acampos peculiares.

Mudança de paradigma


A revista BOA VONTADE, no228, na seção “Espírito e Ciência”, publicou trechos inéditos de palestragravada por Rupert, em sua residência em Londres, para o Fórum Mundial Espíritoe Ciência (FMEC), promovido pela Legião da Boa Vontade. Trago-lhes, parareflexão, extratos da palavra do biólogo inglês: “Neste momento está ocorrendo uma mudança de paradigma na Ciência. Elaaltera a visão mecanicista, surgida no século 17, que postulava que todo oUniverso seria uma máquina, incluindo animais, plantas e nós, seres humanos.Não há Alma ou espírito no mundo natural. (...) A exceção seria a mente humanaracional, que se supõe localizada em uma diminuta parte do cérebro, a glândulapineal. (...) O que fazemos, neste instante, é nos libertar disso. A Terra nãoé mais vista como um sistema mecânico, mas, sim, um ser vivo chamado Gaia. Osátomos não mais representam pequenos blocos de matéria como bolas de bilhar, aocontrário, são semelhantes a organismos, padrões vibratórios de atividade”.


Consciência Divina


Durante o bate-papo com a equipe daSuper Rede Boa Vontade de Comunicação, o também filósofo e Ph.D. em bioquímicarevelou que “a maioria das pessoas queacreditam em Deus, eu inclusive, não o faz porque se alistou para seguir umconjunto de dogmas sem sentido, cientificamente falando. (...) Todas asreligiões estão baseadas em experiências que vão além da comum, do dia a dia, emuma conexão com a forma superior de consciência. Se a Natureza se faz de todasérie de níveis, existe o nível humano, o de Gaia, o do sistema solar, da ViaLáctea, em cada um deles pode haver formas de consciência acima das humanas.


“(...) Naturalmente, se a Consciência Divina está por trásde todo o Universo e, automaticamente, é sua fonte criativa, claramente seriabem maior em abrangência do que a nossa própria. Não deveríamos esperarentendê-la pelo raciocínio. (...)


“Não vejo conflito entre Ciência e Religião desde que hajauma visão aberta em ambas. (...) Tanto uma quanto outra tentam compreender anatureza última da realidade, e as duas precisam admitir que ainda não chegamoslá. (...) Uma pode reforçar a outra, podem se ajudar mutuamente na descobertado Cosmos. (...) Em minha opinião, a união desses dois estudos será o fato maisempolgante a ter lugar nas próximas décadas”.


O sétimo elemento


A comprovação de que muito faltapara encontrarmos respostas às inquietantes indagações sobre a origem da vidana Terra, bem como fora dela, pode estar na fascinante descoberta de ummicro-organismo denominado GFAJ1 — feita por uma equipe da Nasa, no lago Mono,no nordeste da Califórnia (EUA). Esse fato muda por completo o que até entãosabíamos sobre a formação de todas as criaturas; isso porque um dos conceitosmais sólidos da ciência afirma que toda forma de vida depende das combinaçõesentre oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, enxofre e fósforo. Testes emlaboratório demonstraram que esse micro-organismo não só sobreviveu às dosesmaciças de arsênio – elemento químico venenoso para a vida na Terra –, comotambém foi gradativamente incorporando-o às suas moléculas. Com isso, abre-se apossibilidade, inclusive, da existência de novas formas de vida dentro e forado orbe terrestre.


A astrobióloga Felisa Wolfe-Simon,chefe dos pesquisadores, destacou: “Atéhoje se pensava que todas as formas de vida precisavam de fósforo e estemicróbio substitui fósforo por arsênio. Isso é profundo. O que mais poderemosencontrar?”.


Rumo ao Espírito


A ciência investigativa, pautada porprincípios éticos, há de nos levar um dia, não tão distante talvez, a depararcom a realidade do Espírito. Em 1981, durante a conferência “A Decodificação doPai-Nosso”, que realizei em Porto Alegre/RS, no Ginásio de Esportes do ColégioProtásio Alves, convidei o povo que me honrava com sua atenção a desenvolvereste raciocínio:


A ciência tradicional deverápreparar-se para absorver os muitos dados novos coligidos pela Ciência deponta. Entretanto, terá de incluir igualmente nas novidades o reconhecimento doMundo Espiritual, não como resultado de químicas cerebrais que excitariam amente humana na região do ilusório, pois esta conclusão é muito cômoda,sobretudo ante a realidade pluridimensional, onde existe o prolongamento davida consciente e ativa do ser, nas esferas ainda imperceptíveis ao sentidovisório.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista,radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 





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