Bebel e deputadas da oposição assumem mesa da Alesp e votação da reforma da Previdência é adiada

Por Roberto 06/12/2019 - 15:23 hs

Bebel e deputadas da oposição assumem mesa da Alesp e votação da reforma da Previdência é adiada
Acompanhada de outras deputadas, Bebel assumiu a mesa da Alesp e impediu votação


Matéria volta a ser debatida na 2ª feira e Apeoesp mobiliza professores

 

A deputada estadual Professora Bebel (PT), acompanhada das parlamentares do seu partido Márcia Lia, Beth Sahão, e de Isa Penna e Mônica Seixas, ambas PSOL, tomou a mesa diretora dos trabalhos do plenário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na noite desta quinta-feira, 05 de dezembro, e acabou forçando o adiamento da votação do projeto do governador João Doria (PSDB) de reforma da Previdência do Estado de São Paulo. A ocupação foi uma forma encontrada pelas deputadas de oposição para protestar contra a medida tomada pelo presidente da Alesp, Cauê Macris (PSDB), de impedir a entrada de servidores na galeria do plenário Juscelino Kubtischeck, durante a sessão, e de protestar contra “o rolo compressor do Governo Doria para impor o desmonte da previdência estadual”.


A ação das parlamentares levou ao adiamento da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2019, que aumenta o tempo de contribuição para a aposentadoria e eleva a alíquota de contribuição previdenciária de 11% para 14%. Com a ação das deputadas, a sessão acabou sendo adiada e o presidente Cauê Macris já marcou sessões extraordinárias para esta próxima segunda-feira, 9 de dezembro, às 9 horas, para dar continuidade ao processo de votação da propositura em primeiro turno.


Contrário à reforma, a Apeoesp está convocando a categoria para ir à Alesp pressionar os deputados para que votem contrários à matéria. Bebel, que também é presidenta do sindicato, conta que a ampliação da alíquota do desconto previdenciário é para todos os servidores, inclusive para os aposentados e pensionistas.


A deputada Professora Bebel também informa que o atual regime para os servidores do estado prevê 30 anos de contribuição com idade mínima para aposentadoria de 55 para mulheres e 60 anos para homens. “A proposta apresentada pelo governador João Doria muda a idade mínima para 62 anos, no caso das mulheres e 65 anos no caso dos homens. No caso do magistério, passa de 50 anos para 57 anos (professoras) e de 55 para 60 anos (professores). A forma de cálculo da aposentadoria mudará também. Vamos receber apenas 60% do valor integral. Teremos que trabalhar 40 anos para termos o salário integral. O tempo mínimo de contribuição será de 25 anos e a alíquota sobe de 11% para 14%”, conta a parlamentar, que conclama a categoria e os servidores estaduais a ajudarem a engrossar o movimento contra a aprovação desta propositura.