Professores realizam nova greve contra reforma da Previdência

Por Roberto 10/12/2019 - 19:08 hs

Professores realizam nova greve  contra reforma da Previdência
Professores em assembleia decidem nova greve contra a Previdência estadual

  • Professores da rede estadual de ensino de diversas partes do Estado realizaram nova greve nesta terça-feira, 10 de dezembro, contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18/2019 e o Projeto de Lei Complementar (PLC) 80/2019 do governador João Doria e se concentraram no período da tarde em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), quando decidiram manter o calendário de paralisações sempre às terças-feiras e ou nos dias em que as proposituras forem à votação.


    A greve, conforme a presidenta da Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel (PT), visa pressionar os deputados governistas a se posicionarem contra estas propostas do governador João Doria. “Somente a nossa mobilização poderá barrar mais este ataque contra nós e os demais servidores estaduais”, diz.


    Se aprovada as proposituras do governador João Doria, a partir de janeiro, as alíquotas de contribuição dos servidores públicos estaduais, inclusive dos aposentados e pensionistas, passarão dos atuais 11% para 14%. Já a idade mínima para aposentadoria para os servidores estaduais passará dos atuais 55 anos para 62 anos para as mulheres e de 60 para 65 anos para os homens. No caso do magistério, passa de 50 anos para 57 anos (professoras) e de 55 para 60 anos (professores). “As mulheres são mais penalizadas, pois terão que trabalhar 7 anos a mais. Os homens, 5 anos a mais. A forma de cálculo da aposentadoria mudará também. Vamos receber apenas 60% do valor integral. Teremos que trabalhar 40 anos para termos o salário integral”, destaca a deputada Professora Bebel.  

    A criação da chamada “nova carreira” também é criticada pelos professores, que está sendo proposta pelo governo estadual sem nenhum diálogo, prejudicando a categoria.  Bebel diz que os professores que optarem por essa farsa da “nova carreira" passarão a receber “subsídios" e não salários. Ela diz que neste caso terão que abrir mão de todos os direitos da atual carreira, como quinquênios, sexta-parte (adicional que recebem com 20 anos de serviço), licença prêmio, ALE (adicional que recebem quando a escola fica em local de difícil acesso) e todos os demais acréscimos e vantagens conquistados ao longo da carreira.