Professores voltam a realizar greve nesta terça-feira contra reforma da Previdência e ataques à educação

Por Roberto 16/12/2019 - 19:14 hs

Professores voltam a realizar greve nesta terça-feira contra reforma da Previdência e ataques à educação
Bebel diz que somente mobilização poderá impedir reforma da Previdência

A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) está convocando os professores da rede estadual de ensino para que deflagrem greve nesta terça-feira, dia 17 de dezembro, em protesto à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18/2019 e o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 80/2019 do governador João Doria. Para as 14 horas, está marcada assembleia da categoria, em São Paulo, em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), para avaliar o movimento e pressionar os deputados paulistas a votarem contra a reforma da Previdência estadual e o que chamam de “desmonte da educação”.


A reforma da Previdência estadual eleva a alíquota de contribuição de 11% para 14% e amplia a idade para a aposentadoria. Para os servidores estaduais passará dos atuais 55 anos para 62 anos para as mulheres e de 60 para 65 anos para os homens. No caso do magistério, passa de 50 anos para 57 anos (professoras) e de 55 para 60 anos (professores). Contra estas mudanças, os professores tem realizado greve às terças-feiras e nos dias em que as proposituras estão na pauta da Alesp.


A presidenta da Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel (PT), ressalta que a greve é o instrumento que a categoria tem para  pressionar os deputados governistas a se posicionarem contra estas propostas do governador João Doria. “Somente a nossa mobilização poderá barrar mais este ataque contra nós e os demais servidores estaduais”, diz.


Os professores também desaprovam a criação da chamada “nova carreira”, que está sendo proposta pelo governo estadual sem nenhum diálogo, prejudicando a categoria.  Bebel diz que os professores que optarem por essa farsa da “nova carreira" passarão a receber “subsídios" e não salários. “Neste caso terão que abrir mão de todos os direitos da atual carreira, como quinquênios, sexta-parte (adicional que recebem com 20 anos de serviço), licença prêmio, ALE (adicional que recebem quando a escola fica em local de difícil acesso) e todos os demais acréscimos e vantagens conquistados ao longo da carreira”, conta.