Americana dá início ao Janeiro Branco de prevenção em saúde mental

Por Roberto 13/01/2020 - 20:24 hs

Americana dá início ao Janeiro Branco de prevenção em saúde mental
Campanha Janeiro Branco é lançada em Americana


A Campanha “Janeiro Branco”, de prevenção em saúde mental, teve início nesta segunda-feira (13) com abertura oficial no auditório do Hospital Municipal “Dr. Waldemar Tebaldi” (HM). O evento contou com presença do superintendente da Fusame (Fundação de Saúde de Americana), José Carlos Marzochi, do secretário de Ação Social e Desenvolvimento Humano, Ailton Gonçalves Dias Filho e de outras 50 pessoas, aproximadamente, entre funcionários da unidade hospitalar, convidados e voluntários.


 

Após a abertura, o jornalista e escritor americanense, Juliano Schiavo, proferiu uma palestra motivacional em que utilizou como tema “Aprendendo com a Depressão”, que também é o título do livro que ele lançou em 2018. Além da palestra, o público presente também pode apreciar algumas pinturas do artista plástico, Adilson A. Soares e de uma seletiva de aldravias (gênero de poesia minimalista), do jornalista e poeta, Amauri de Souza. Ambos os artistas trabalham na Secretaria Municipal de Saúde e seus trabalhos permanecerão expostos no HM até o final desta semana.

 


Para a coordenadora da campanha no município, a psicóloga do HM, Eliane Cristina Santichi, a programação deste ano está muito positiva e mais abrangente que a campanha do ano anterior. “Eu avalio de maneira totalmente positiva, tanto pela amplitude de a gente conseguir uma estrutura melhor e maior do que o ano passado, em termos de organização, até porque este foi o segundo ano. No primeiro ano a gente começou, assim, como um projeto piloto, mas tivemos excelentes resultados. Esse ano a gente conseguiu se organizar de uma maneira melhor, oferecer uma programação maior ainda para as próximas semanas”, explicou.

 

Ela destaca que um dos objetivos da campanha é proporcionar a possibilidade de contemplação do belo, algo que as pessoas normalmente acabam se distanciando por conta do excesso de compromissos e também devido ao ritmo acelerado que a sociedade em geral cobra de todos nós. “A gente teve aqui coisas muito belas, o nosso palestrante falando sobre o que a gente pode aprender com a depressão, a gente teve exposição de quadros, exposição de poesias, trazendo essa chamada de olhar para a contemplação do belo, inspirando pessoas”, exemplificou a psicóloga.

 

O palestrante abordou a depressão, considerando seus aspectos biológicos, psicológicos e sociais; suas principais causas; sinais de alerta; sintomas mais comuns, entre outros aspectos relacionados à doença, como o comportamento das pessoas em negá-la, por exemplo, deixando de reconhecer o problema e fazendo com que o quadro se agrave com o passar do tempo.