Justiça determina que Hospital Unimed de Santa Bárbara tem que testar profissionais de saúde

Por Roberto 29/06/2020 - 20:45 hs

Justiça determina que Hospital Unimed de Santa Bárbara tem que testar profissionais de saúde
Hospital Unimed SB vai ter que realizar testes nos funcionários

O Hospital da Unimed de Santa Bárbara d’Oeste vai testar todos os profissionais de saúde para Covid-19 em um prazo de 10 dias. A informação é do Sinsaúde – Sindicato de Campinas e Região que ganhou uma ação judicial.

 

A ação contempla as medidas para proteger a saúde do trabalhador, de seus familiares e dos próprios pacientes, evitando-se a disseminação da doença no hospital, tanto para os trabalhadores que estão na linha de frente do combate à pandemia, quanto para os cidadãos que procuram atendimento na rede hospitalar.


 

“São públicos e notórios os diversos casos de óbito de profissionais da saúde em virtude do trabalho em ambientes contaminados, por este motivo entramos com a ação, o que é uma vitória para os trabalhadores que poderão exercer suas funções com mais tranquilidade”, completa o presidente da subsede do Sinsaúde, Roberto Resende.


 

Na sentença, a juíza do Ministério Público do Trabalho de Americana, Lays Cristina de Cunto diz que todos devem ser testados, inclusive os que não apresentam sintomas clínicos e independente de histórico de contato com casos confirmados e deve afastar imediatamente os profissionais que testarem positivo e não estão curados sob pena de multa de R$ 100,00 por dia e por trabalhador na hipótese de descumprimento. 


 

A presidente do Sinsaúde, Sofia Rodrigues do Nascimento, destaca que o Sindicato está batalhando para que todos os estabelecimentos de saúde façam a testagem dos seus colaboradores. “Os profissionais da saúde são linha de frente no combate a Covid-19 e devem ser cuidados pelos empregadores”, assinala ela. O Sinsaúde Campinas também está fiscalizando o fornecimento dos equipamentos de proteção individual e as demais condições de segurança para que os trabalhadores possam exercer suas funções. “Estamos atuantes e lutando por saúde, segurança e valorização, inclusive exigindo o adicional de insalubridade de 40% para todos”, finaliza Sofia.