Policiais militares morrem ao abordar falso policial civil em São Paulo

Por Roberto 08/08/2020 - 12:55 hs

Policiais militares morrem ao abordar falso policial civil em São Paulo
Polícias militares morrem após abordar falso policial em SP

Três policiais militares morreram após serem atingidos por tiros disparados por um homem que se identificou falsamente como policial civil na madrugada de sábado (8). O suspeito também foi atingido e morreu.


 

De acordo com polícia, os suspeitos tinham saído de uma festa e abordaram uma moto na Avenida Politécnica, no Butantã, Zona Oeste de São Paulo, por volta das 5h. Quatro PMs viram a cena e abordaram o carro Fox, cor branca, com dois ocupantes. Ao se aproximar, a moto já havia deixado o local. Um dos abordados disse que era policial civil. Os PMs solicitaram a arma e a carteira funcional do suspeito, que as entregou para os policiais.


 

Enquanto os PMs checavam se o homem era mesmo policial civil, ele sacou uma segunda arma, baleou um PM na cabeça, baleou o segundo e correu atirando.

 

Ele fugiu, mas outro PM conseguiu atingi-lo. Ele foi socorrido ao Pronto Socorro do Hospital Regional de Osasco, na região metropolitana de São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O falso policial civil também conseguiu atingir esse PM (Menezes), que foi ferido, passou por cirurgia no Hospital Universitário, mas não resistiu e morreu por volta de 7h40. O outro ocupante do carro foi detido. Foram quatro mortes no total, três policiais militares – sargento Oliveira Júnior e soldados Victor e Menezes - e o falso policial civil, identificado como Cauê Doretto de Assis.



 

Um dos PMs mortos era sargento (Oliveira Júnior) e a esposa está grávida de gêmeos. A ocorrência foi encaminhada ao 91º. DP. O caso vai ser investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

 

POLICIAIS

 

O sargento José Valdir de Oliveira Junior tinha 37 anos, era casado, possuía uma filha, Gabrielly de 16 anos, esposa Bianca que está grávida de gêmeos e estava na Polícia Militar há 14 anos e 5 meses.

 

O Soldado Celso Ferreira Menezes Junior tinha 33 anos, era divorciado, não possuía filhos e estava na Polícia Militar há 10 anos e 5 meses.

 

O soldado Victor Rodrigues Pinto da Silva tinha 29 anos, era casado, e deixa a esposa grávida Ana Carolina e estava na Polícia Militar há 6 anos e 9 meses.