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Santa Bárbara,27/05/2024

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Mãe de criança de 5 anos relata omissão de socorro de médicos do PS Edison Mano; caso foi parar na polícia

Fonte: Redação
Mãe de criança de 5 anos relata omissão de socorro de médicos do PS Edison Mano; caso foi parar na polícia Caso aconteceu no PS Edison Mano na noite desta quarta-feira

Uma promotora de vendas, de 33 anos, moradora no Jardim das Orquídeas, em Santa Bárbara d’Oeste, acusa dois médicos do Pronto-Socorro Dr. Edison Mano de omissão de socorro ao seu filho de cinco anos. Houve discussão entre as partes e o caso foi parar na Delegacia de Polícia, com registro de boletins de ocorrência de omissão de socorro e ameaça e injúria. 

Monica Cristina de Silva informou que ontem (8), por volta das 22h, levou seu filho Enzo Beltrano da Silva para ser atendido pelo setor pediátrico da unidade de saúde, porque estava reclamando de dor na região da face. 

Ao chegar no PS, ela contou que tinha quatro pessoas na sala de espera e perguntou se estava tendo atendimento. Um dos pais disse que fazia 40 minutos que estava lá e outra mãe citou 30 minutos. Em seguida, ela foi bater na porta para ver se tinha médico porque achou que não tinha.  

Nesse momento, segundo ela, um médico mal-educado cujo nome citado é Kelian abriu a porta e perguntou o que ela queria. Monica respondeu que queria saber se estava tendo atendimento, quando ele disse em alto e bom som. “Está sim, a sala de espera é lá e não aqui, por isso se chama sala de espera, você não tem o direito de bater na porta”. A mãe da criança respondeu que tinha direito e que bateu na porta para saber se tinha alguém atendendo. “Eu não posso entrar, mas posso bater para ver”, disse. 

Nisso, a médica de nome Belissa se levantou da cadeira e gritando disse “quem ela achava que era para fazer isso”. Em seguida, Monica se retirou e os dois médicos saíram atrás dela gritando e começaram a discutir. “O médico disse que se eu bobeasse e não ficasse quieta que eu ia embora sem atendimento e eu falei que isso era omissão de socorro, eu faço enfermagem e sei o que é isso, é lei”, respondeu. “Você faz enfermagem, não é enfermeira, então não sabe de nada”, disse ele. “Eu disse que não sou enfermeira, eu estudo e você tem diploma de médico e comprou onde para não saber o que omissão de socorro é crime”, retrucou. Em seguida, eles mandaram a mãe sentar que iam acionar a polícia e negaram atendimento à criança na frente dos guardas municipais. “O policial falou para ele arrumar um médico para atender meu filho, aí veio o coordenador e os dois negaram o atendimento a criança”, destacou. O coordenador olhou o menino, disse que era uma inflamação e receitou ibuprofeno e se piorasse era para voltar. 

AMEAÇA E INJÚRIA 

Além do boletim de omissão de socorro, Monica registrou outro boletim de ameaça e injúria contra os médicos, a partir do desentendimento havido na unidade de saúde. 

A mãe da criança informou que está com medo por conta de ameaça feita pelo médico. “O dr. Kelian disse que iria falar com o prefeito e com o coordenador de enfermagem para bloquear meu certificado de enfermagem e que vai me processar e que vou pagar para ele o que eu fiz, sendo que foram ele e a dra. Belissa que omitiram socorro ao meu filho. Sai de lá sem o atendimento deles”, contou. 

Monica disse que a Guarda Municipal acompanhou tudo e o médico teria dito aos patrulheiros para eles prenderem bandidos sendo que foram eles que chamaram a GM, mas quando os guardas escutaram outro guarda que estava de plantão e as mães das crianças, viram que eu estava certa e me defenderam. “O dr. saiu de si e agora estou com medo deles tirarem meu sonho e ainda ter que pagar dinheiro ou cesta básica como ele disse. Sou sozinha e crio três filhos na batalha do dia a dia e ser tratada como ‘cachorra’”. 

Monica afirmou que vai constituir advogado e quer processar os profissionais de saúde por omissão de socorro, ameaça e injúria. Ele quer conseguir as imagens das câmeras de segurança do PS – duas que ficam sobre a porta e uma em frente ao consultório, para instruir o processo, que provam que ela não fez nada de errado.  

Na Delegacia de Polícia, ela foi orientada sobre o prazo decadencial de 180 dias para entrar com representação criminal contra os autores. 

OUTRO LADO 

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Santa Bárbara foi contatada pela reportagem, mas até o momento não recebeu retorno. Assim que receber, as explicações da administração sobre o caso serão acrescentadas. 




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