Valinhos confirma primeiro caso de morte por febre amarela na cidade

Por Roberto 19/02/2018 - 22:51 hs

Valinhos confirma primeiro caso de morte por febre amarela na cidade
Valinhos registra primeiro caso de morte por febre amarela
O Instituto Adolfo Lutz confirmou na tarde desta segunda-feira (19) o primeiro caso de morte por febre amarela silvestre em Valinhos. O chacareiro Rui Antônio Lona Milani, de 49 anos, morreu no último dia 2 de fevereiro na Santa Casa da cidade. Ele morava em uma propriedade no Parque das Colinas, mas tinha também uma outra chácara no bairro Alpinas, que fica na zona rural.


Ao todo, Valinhos tem agora uma morte confirmada, uma morte suspeita e seis casos em investigação da doença. Todos aguardam resultado de exames que estão sendo realizados no Instituto Adolfo Lutz. Foi o primeiro registro de morte por febre amarela em décadas no município. Não é possível precisar exatamente desde quando, já que o sistema da saúde foi informatizado nos anos 2000.


É preciso ressaltar que o quadro dos pacientes com os casos suspeitos, ainda em avaliação, também permite incluir dengue hemorrágica e febre maculosa entre as possíveis causas da doença.


Em função da confirmação da primeira morte por febre amarela, a Secretaria da Saúde decidiu ontem ampliar a vacinação nas Unidades Básicas de Saúde do município. A partir desta terça-feira (20), a imunização passa a ser oferecida diariamente nas UBSs nos períodos da manhã e da tarde.


As pessoas que não se vacinaram precisam se imunizar. Basta procurar uma UBS e apresentar comprovante de endereço e carteira de vacinação, se tiver. A UBS do Reforma Agrária não está realizando vacinações temporariamente por problemas técnicos. Os moradores da região devem procurar a unidade do Macuco.


A vacina gratuita é aplicada em dose única, sem a necessidade de reforço. Ela deve ser tomada por crianças a partir de nove meses, adolescentes e adultos até 59 anos. Já pessoas acima de 60 anos, gestantes, pessoas com HIV/Aids e mulheres que estão amamentando podem tomar com restrição.


Segundo a Vigilância Epidemiológica, 46 mil pessoas já se vacinaram no município desde o ano passado. A partir de outubro teve início a vacinação em massa dos moradores porque a cidade passou a fazer parte da área de risco (devido a casos registrados em macacos). 


Prevenção 


Desde a semana passada, a Secretaria Municipal da Saúde tem realizado trabalhos preventivos no entorno das casas das vítimas dos casos suspeitos. Um trabalho de varredura foi feito no Jardim Pinheiros na última sexta-feira para detectar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. Um dos mortos suspeitos vivia no bairro. Os agentes de saúde verificaram e eliminaram criadouros de larvas e orientaram os moradores sobre os riscos das doenças transmitidas pelo inseto.


Na região, de um total de 666 casas demarcadas (em um raio de 300 metros a partir de onde vivia o homem que morreu), 375 foram visitadas e outras 280 estavam fechadas no momento da abordagem. Em outros 11 imóveis, os proprietários simplesmente se recusaram a permitir entrada dos agentes.


Nas residências abertas visitadas, o número de focos do mosquito encontrados foi considerado alto e surpreendeu os agentes de saúde.


O trabalho de varredura e busca ativa teve continuidade nesta segunda-feira (19) no bairro Parque das Colinas, onde vivia o homem que teve a morte confirmada pela doença. Agentes de Saúde da Prefeitura fizeram um trabalho casa a casa para identificar criadouros e orientar os moradores sobre as formas de prevenção e a necessidade de se vacinar como forma mais eficaz de proteção.  


Pulverização


Na próxima quarta-feira (21), a Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) fará um trabalho de pulverização usando inseticida no Parque das Colinas a partir das 8h. A pulverização será feita dentro das casas em toda a região próxima do caso suspeito, no final da Avenida Tancredo Neves.


É importante que os moradores recebam os agentes de saúde e ao mesmo tempo protejam, cobrindo com panos ou guardando em armários e geladeiras, os alimentos em geral. Animais e bebês também não devem ter contato direto com o produto.


Nesta terça-feira (20) os agentes vão percorrer as casas do Parque das Colinas para dar orientações aos moradores sobre a ação da quarta-feira. Nas áreas mais distantes dos casos suspeitos, a pulverização será feita somente na rua.