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Santa Bárbara,27/05/2024

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Cuidado com a dengue!

Cuidado com a dengue!



Com o verão, o receio de outra epidemia da dengue voltou ainquietar a mente de autoridades sanitárias e do povo. E a preocupação temfundamento. Julguei oportuno, então, novamente tratar do assunto com vocês.Muita gente viaja pelo país.


No BoletimEpidemiológico, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministérioda Saúde, tomamos conhecimento de que,“Em 2023, (...) foram registrados 1.530.940 casos prováveis de dengue no país,e o coeficiente de incidência de 753,9 casos/100 mil habitantes. Esses númerosrepresentam um aumento de 16,5% no número de casos quando comparado com o mesmoperíodo do ano anterior (1.313.805 casos prováveis e 647,0 casos/100 milhabitantes. (...) A região geográfica com o maior coeficiente de incidência é aRegião Sul, com 1.269,8 casos por 100 mil habitantes, seguida da RegiãoSudeste, com 1.028,6 casos por 100 mil habitantes, e da Centro-Oeste, com 935,9casos por 100 mil habitantes. As Regiões Norte e Nordeste apresentamcoeficientes de incidência de 173,8 e 174,7 casos/100 mil habitantes,respectivamente”.


Ainda segundo oinformativo, “as maiores taxas depositividade geral para dengue foram observadas no Rio de Janeiro, com 65,5%,seguido de Maranhão, com 51,5% e Mato Grosso do Sul e Paraíba, ambos com41,8%”.

Focados na solução doproblema

Em entrevista à SuperRede Boa Vontade de Rádio, o dr. Ricardo Ciaravolo, pesquisador científico,técnico da Superintendência do Controle de Endemias (SUCEN), foi enfático aoafirmar: “(...) Temos de estar focados emresolver o problema da dengue os 365 dias do ano, porque os ovos do mosquitopodem resistir por muito tempo. Daí a necessidade de, em todas as estações,realizar vistorias para identificar esses criadouros e eliminá-los. Eles estãomuito próximos da gente, dentro das nossas residências, nos locais ondetrabalhamos, ou nas áreas externas, nos quintais, áreas comuns. Temos quecolocar o tema dengue em todas as reuniões que fizermos, ou seja: reuniões decondomínio, de pais e professores, Cipas nas empresas, nos encontros dasociedade e melhoramentos de bairros. Assim, estaremos sempre discutindo asações contra o mosquito da dengue. Como é transmitida pelo vetor mosquito Aedesaegipty, a densidade se eleva justamentenessas épocas com temperaturas mais altas; porém, como em várias regiões dopaís, o inverno se dá com temperaturas elevadas, temos municípios queapresentam casos de dengue durante todo o ano, mas o número sempre aumenta emépocas de verão, fim de primavera e no começo do outono. (...) Outra atuação,não menos importante, é a da pessoa: ao sentir algum dos sintomas que são dedengue (febre alta, dores no corpo, dores na cabeça, fadiga, vermelhidão,manchas na pele), procurar rapidamente uma unidade de saúde para fazer odiagnóstico, porque só um médico terá condições de verificar se é dengue ounão, e se pode evoluir para um caso grave, a chamada dengue hemorrágica”.

Atitudes simples

Diante do que foi exposto pelo dr. Ciaravolo, atitudessimples podem evitar tragédias. A Secretaria de Vigilância em Saúde doMinistério da Saúde aponta algumas maneiras de eliminar o Aedes aegypti: “Encha deareia até a borda os pratinhos dos vasos de planta; lave semanalmente, pordentro, com escovas e sabão, os tanques utilizados para armazenar água; jogueno lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, potes,latas, copos, garrafas vazias etc.; mantenha a caixa d’água sempre fechada, comtampa adequada; mantenha o saco de lixo bem fechado e fora de alcance dos animaisaté o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana; coloque o lixo em sacosplásticos e mantenha a lixeira bem fechada. Não jogue lixo em terreno baldio;remova folhas, galhos e tudo o que possa vedar a água correr pelas calhas; nãodeixe a água da chuva acumulada sobre a laje; entregue seus pneus velhos aoserviço de limpeza urbana ou guarde-os sem água em local coberto e abrigados dachuva”.


É preciso que cheguemos antes dos problemas, de modo aimpedir que ocorram. Portanto, estejamos em 2024 esclarecidos e tomando parteno combate aos focos da doença. Trata-se de questão nacional. Resolvê-la édever do Estado e do cidadão.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 





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