Pedreiro aguarda por cirurgia de hérnia há 7 meses; mulher dele foi liberada de PS com enfisema pulmonar

Por Roberto 23/11/2021 - 21:49 hs

Pedreiro aguarda por cirurgia de hérnia há 7 meses; mulher dele foi liberada de PS com enfisema pulmonar
Hérnia de Orlando está prejudicando ainda mais sua saúde sem marcação de cirurgia

O pedreiro Orlando Aparecido Alves Maria, de 64 anos, morador no bairro São Joaquim, em Santa Bárbara d’Oeste, aguarda por uma cirurgia de hérnia há sete meses.


Sem poder trabalhar porque é autônomo, Orlando teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) há um ano e não movimenta o lado esquerdo o que prejudica ainda mais porque se fizer algum esforço pode agravar a situação da sua hérnia.

Segundo a filha, a vendedora Brenda Stéfani Alves Maria, de 27 anos, de tanto esperar pelo agendamento da cirurgia vence o prazo dos exames e tem que fazer tudo novamente.


A família reclama que precisa também de um atendimento de fisioterapia para ele, mas até o momento não conseguiu devido à pandemia e por não ter transporte. “Meu pai não trabalha atualmente, ele trabalhava como pedreiro autônomo. Estamos esperando a cirurgia e até agora nada. Eles (Saúde) falam que não tem vaga no hospital e com isso vai vencer mais uma vez os exames dele”, reclamou Brenda.

FAMÍLIA RECLAMA DE ATENDIMENTO EM PS

A mãe de Brenda, Cleide Rodrigues Silva Alves Maria, de 60 anos, permaneceu internada de quinta-feira a domingo no Pronto-Socorro Dr. Afonso Ramos, por problemas respiratórios. Ela ficou com sonda de oxigênio porque sem o dispositivo seu corpo ficava roxo. No sábado, a família buscava uma vaga no Hospital Santa Bárbara para a transferência dela.

Encaminhamento para postinho

No domingo, dona Cleide recebeu alta da unidade de saúde e, segundo a família, a médica que a atendeu informou que ela estava com problema de tireoide e a mandou procurar uma UBS na segunda-feira. Nesse dia, a família esteve no postinho do bairro 31 de Março e mesmo com a carta do pronto-socorro a consulta foi agendada para esta terça-feira.

Hoje, durante consulta, o médico que a atendeu disse que Cleide tem enfisema pulmonar e não problema de tireoide como foi falado e que não sabe o porquê a paciente foi liberada do pronto-socorro porque o estado dela é grave. Segundo a filha, a mãe foi liberada sem medicamentos, sem tratamento e apenas com receita de bombinha para ser usado nas crises. “Não sei se a médica falou que era tireoide apenas porque não tinha vaga no hospital, ou agiu de má fé mesmo”, reclamou Brenda.

Além do problema respiratório, dona Cleide precisa de duas próteses no joelho e nos pés e faz três anos que está correndo atrás e não conseguiu nada. “Para ser ter uma ideia, para ele passar por ortopedista demorou um ano e com isso agravou ainda mais a saúde dela. Meus pais estão com a saúde bastante debilitada e precisamos com urgência do apoio do SUS, para que eles tenham um atendimento digno e mais rápido, afinal pagamos impostos e temos direito por lei”, desabafou a filha.