Núcleo de Educação Integrada (NEI) está de cara e casa nova

Por Roberto 08/08/2018 - 09:53 hs

Núcleo de Educação Integrada (NEI) está de cara e casa nova
Diretora do NEI, Ericka Vitta e alunos da Fundação Romi



Núcleo de Educação Integrada inaugura a 1ª etapa de sua da nova escola e propõe reflexões acerca da evolução da educação

No último dia 3 de agosto, a equipe da Fundação Romi recebeu representantes dos alunos, colegas de trabalho, educadores, autoridades públicas e da iniciativa privada e convidados especiais para a celebração de inauguração da 1ª etapa do novo e renovado do Núcleo de Educação Integrada – a escola da Fundação Romi que passa a atender da Educação Infantil ao Ensino Médio a partir de janeiro de 2019.



Aproximadamente 100 convidados puderam visitar os laboratórios, espaços interativos e educacionais do Núcleo de Educação Integrada e prestigiarem as falas da Diretora do NEI, Ericka Vitta, do Superintendente da Fundação Romi, Vainer Penatti, e da Presidente do Conselho Deliberativo da Fundação Romi, Patrícia Romi Cervone.



“Existe muito conhecimento nesses corredores”, afirmou Patrícia Romi Cervone ao relembrar a vocação educacional da Fundação Romi e daquela edição que já abrigou Centro de Aprendizagem Industrial em convênio com o SENAI, o Núcleo de Difusão de Tecnologia, o Centro Técnico e Pedagógico de Apoio à Formação de Formadores para capacitação pedagógica de docentes técnicos do Brasil e América Latina e, por fim, o Centro de Documentação Histórica. “Milhares de crianças, jovens e adultos transitaram e se formaram naquele espaço que, a partir de hoje (03), abriga o Núcleo de Educação Integrada”, pontua. “Isso é a concretização de um sonho. Tudo isso foi feito para vocês, nossos alunos”, finaliza.



Vainer Penatti, também ressaltou o legado construído pela Fundação Romi e empenhado no Núcleo de Educação Integrada desde 1993 relembrando a frase “tenho certeza que vocês não deixarão perecer isso que vai servir a todos” proferida pelo Comendador Américo Emílio Romi, no discurso de fundação da instituição. Vainer, em sua fala, acrescenta que todo o trabalho fomentado e disseminado pelo NEI é em prol da mudança das pessoas, crianças e jovens, e de toda a comunidade e que a educação é o meio mais efetivo. “Estamos inaugurando um espaço educativo avançado, algo que a gente insiste desde o início, desde 1993. Algo inovador, contrapondo os meios educacionais tradicionais. Àquela época era o futuro, hoje é presente”.



Ericka Vitta alerta que “aqui vocês não verão salas de aula com as carteiras enfileiradas onde o professor fala e o aluno ouve. No nosso sistema, o conteúdo não é estático, mas sim surge da busca dos estudantes para responderem a um problema prático da sociedade. A escola precisa romper com a ideia de que todo mundo aprende da mesma forma. Por isso, nós acreditamos em um ensino personalizado que respeita o tempo de cada aluno”.



“Estamos investindo muito em instalações, equipamentos, materiais e na capacitação das pessoas que estão ali para dar o seu melhor em prol dos alunos”, reitera Vainer. A transformação evolutiva do Núcleo de Educação Integrada perpassa tanto a formação dos docentes, atuais e novos contratados, até a reestruturação das edificações. Serão dois prédios de 4mil m2 alocados em 50mil m2, formando um complexo educacional que envolve mais de 30 salas ambiente, laboratórios e ateliês, espaços de convivência, além um ginásio poliesportivo com capacidade para 400 lugares, um campo de futebol com medidas semioficiais e uma quadra de vôlei de areia. Respeitando cada fase educacional e idade dos alunos, uma das edificações vai abrigar as crianças da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I, com inauguração prevista para dezembro de 2018, e, em outro bloco, estarão os adolescentes e jovens do Ensino Fundamental II e Ensino Médio, cuja inauguração ocorreu na ultima sexta-feira, 03 de agosto.



Uma escola do futuro hoje



Inspiradas em tecnologias ativas, com a proposta de formar alunos com múltiplas experiências, capazes de empreender e transitar com segurança por competências técnicas e emocionais, as escolas do futuro oferecem um ensino baseado na metodologia de projetos, conectando conteúdos aos interesses dos alunos. O aprendizado de idiomas, sobretudo o inglês intensivo, desde o início da trajetória escolar, cria condições aproximativas para o intercâmbio cultural e a fluência digital. As avaliações, que superam as provas tradicionais, e a formação contínua de educadores também são algumas das características desse segmento.



“Quando mostramos os novos rumos da educação, não estamos nos reportando apenas à Educação Básica, mas também, ao Ensino Superior. As mais renomadas Universidades do mundo já estão utilizando metodologias ativas, exatamente como temos feito aqui no Núcleo de Educação Integrada da Fundação Romi, e promovem a reflexão dos seus alunos através de Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL), em equipes (TBL) dentre outras. ‘Os alunos não querem mais apenas ficar sentados ouvindo um professor falar. Estamos propondo aqui uma nova metodologia de ensino, a proposta é inovar cada vez mais’ – é o que acredita a professora Liliam Sachez Carrete, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, em São Paulo. Continuaremos reproduzindo a educação do século XIX ou ousaremos entrar no século XXI efetivamente?” propõe a reflexão, Ericka Vitta, Diretora do Núcleo de Educação Integrada.



Nas chamadas “escolas do futuro”, visando promover um maior diálogo entre escola e os estudantes, as salas de aula, com carteiras enfileiradas e lousas, dão espaço às salas temáticas e integradoras, multidisciplinares e prontas para a criação de protótipos e soluções para problemas identificados em diferentes campos de estudo – todos os espaços têm um caráter pedagógico e são pensados para possibilitarem interação entre os alunos e o ambiente.



Mas como aprender em ambientes tão estimulantes? "Essa é a maior preocupação dos pais em tempos tão incertos. Muitos me perguntam como podem garantir o sucesso dos seus filhos. E eu respondo... Hoje se preocupem com aquilo que a idade deles lhes permite, serem felizes. Deixá-los viver intensamente cada fase da vida e prepará-los para as incertezas, para resiliência e para capacidade de resolverem problemas, não façam por eles, lhes ofertem uma caixa de "boas ferramentas", como nos diria Rubem Alves. Escolha uma escola que se preocupe mais com o SER do que o TER, mais com o EXPERIENCIAR do que DECORAR, mais com a beleza da CRIAÇÃO do que a REPRODUCAO. O grande espetáculo da vida são as suas descobertas. O demais... É consequência, acreditem.", pondera Ericka Vitta.



Não são apenas os espaços, a relação com as crianças, os adolescentes e jovens que vem exigindo mudanças e que já se faz presente nas “escolas do futuro”. Há uma mudança no perfil dos docentes, que passam a exercer um papel muito mais semelhante ao de educador-tutor – um facilitador do saber e não um detentor dele. No aprendizado baseado em projetos, o grande objetivo é que os alunos se identifiquem com o assunto abordado pelo educador, que passa a ser apresentado de forma intuitiva e não linear, por meio de jogos e desafios.



O modelo disruptivo presente nas “escolas do futuro” traz consigo a habilidade de atuar por meio de eixos transversais, ou seja, a capacidade do educador nortear a construção do conhecimento através de conexões entre e por meio das artes, ciências e linguagens. O protagonismo, proposto pelas metodologias ativas, permite à criança, ao adolescente e ao jovem, pensarem, conjecturarem, errarem, questionarem, buscarem respostas possíveis, prototiparem, criarem e, por fim, aprenderem e apreenderem.



“Sempre há o que aprender. Entrando no debate das metodologias que deveriam estar em todas as salas de aula, sem distinção alguma, sugiro a reflexão: Trabalho por Projetos, Desafios, Resolução de Problemas, Ensino Híbrido, Protagonismo Juvenil, Competência Socioemocionais, Personalização do Ensino, Interdisciplinariedade, NÃO SÃO NOVIDADES, mas também NÃO ESTAO PRESENTES na grande maioria das escolas, em especial as focadas apenas no vestibular ou resultados financeiros. A Fundação Romi, através do Núcleo de Educação Integrada, vem empenhando esforços nas metodologias ativas há 25 anos. Podemos concluir sim que somos uma “escola do futuro”. E o futuro é agora. Nos últimos dois anos empreendemos uma crescente exponencial, investimos, aprimoramos nossos talentos e trouxemos novos. A aprendizagem por aqui é constante e a inovação não para nunca”, entusiasma-se a Diretora do Núcleo de Educação Integrada que acaba de inaugurar a primeira etapa de sua nova sede.